Sugestões para quem vai começar o Doutorado

15 July 2013  |  Postado em O Mundo Acadêmico   |  Sem Comentário  |  Faça um Comentário

Fazer um doutorado pode parecer mais cansativo do que uma graduação ou um mestrado. Prestar atenção na aula aos 20 anos, mesmo depois de uma noite ruim, em geral é mais fácil do que aos 30, tendo dormido bem. O problema não é a idade, mas a mudança na motivação.

Na graduação, você sente que precisa se formar logo. Já na pós todo mundo acha que pode fazer agora ou depois, sendo que no Doutorado isso aumenta. E aprender depende justamente de motivação, já que só entra em nossa memória o que nos despertou interesse.

Sem contar que, nessa fase, o trabalho geralmente já ocupa uma parcela enorme da nossa atenção. Como fazer esse cérebro sobrecarregado engatar no estudo de novo é um dos grandes desafios enfrentados pelos pesquisadores.

Por conta disso, seguem abaixo algumas dicas:

1) Foco, foco, foco

Não, nós não somos capazes de dar atenção a duas coisas ao mesmo tempo. Quem está realmente atento ao que lê nem compreende conversas ao redor. Portanto, se isole de qualquer interferência, inclusive as virtuais.

2) Ligue os pontos

Aprendemos mais ao fazer associações. Pense em ligações entre os conteúdos das disciplinas do doutorado e crie exemplos reais ao lado dos conceitos abstratos. Essas associações ajudam também a resgatar o que você já aprendeu e achava que tinha esquecido.

3) O cérebro cansa

Depois de uma hora estudando, sentimos fadiga mental, pois o cérebro fica bioquimicamente cansado. Para render mais, é preciso tirar meia hora de soneca ou variar o tipo de estudo. Se estava fazendo cálculos, passe para uma leitura. O cérebro trabalha o tempo todo, mas certas áreas se desgastam mais de acordo com a tarefa.

4) Ajude-se a aprender

  •  3G sem Facebook: Pode levar o tablet para a aula, mas só para complementar pesquisas. Enquanto você checa o Facebook, a absorção dos conteúdos é nula.
  • Revisão recente: Após oito horas, no máximo, volte aos temas da aula. Releia as anotações e tente reescrevê-las de forma mais organizada. Assim você consolida o que aprendeu.
  • Converse, sim: Falar com alguém (colega de trabalho, namorado, mãe ou qualquer outra pessoa) sobre o que viu em classe ajuda no aprendizado.
  • Horário fixo: Não espere ter vontade de estudar. Marque um horário na agenda, nem que seja só meia hora por dia. O mais importante é que, nesse momento, sua atenção seja total.

 5) Três perguntas importantes de se fazer antes da matrícula

  • Tenho tempo?
    Não basta levar em conta as aulas e passar por cima das leituras e trabalhos extraclasse. Fazer um doutorado só pelo certificado é perda de tempo.
  • Vou receber apoio?
    Explique aos familiares e namorado(a) que você precisará se manter meio ausente. Mostre que é um esforço de alguns anos que pode render frutos para a vida toda. Quem ama quer bem e apoia.
  • Estou preparado?
    Se você fez uma graduação ruim e um mestrado fraco, pode ter dificuldade em acompanhar um doutorado, por ser mais puxado. Nesse caso, é melhor moderar a expectativa. Considere a possibilidade de repetir disciplinas. É melhor gastar mais tempo e fazer bem feito.

Vida-Doutorando

Caso esteja convicto de que iniciará esta nova empreitada, há empresas especializadas que costumam auxiliar os pesquisadores em diversas etapas de suas pesquisas. Tais empresas costumam oferecer serviço de Revisão de Inglês para Dissertações e Teses e serviço de Publicação Científica.

Referências:

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