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Dez razões pelas quais a Elsevier rejeitou o seu artigo

Todo pesquisador precisa que o seu trabalho seja publicado em uma revista científica e que esta, por sua, vez apresente o maior fator de impacto possível. Publicações acadêmicas garantirão que os seus resultados sejam divulgados para o maior número de cientistas, aumentado assim o seu prestígio, reputação e chances de avançar a sua carreira. No entanto, publicar pesquisas científicas não é uma tarefa fácil e a rejeição de revistas é uma ocorrência muito comum na vida acadêmica.

A rejeição de artigos científicos é a norma, não a excessão

Entretanto, as taxas de rejeição de revistas podem variar bastante dependendo de revista para revista. De acordo com o relatório de 2013 da American Psychological Association, as suas principais revistas tiveram uma taxa média de rejeição de cerca de 76%. A editora Elsevier, uma das maiores publicadoras de conteúdo científico do mundo, aponta uma taxa de 30 a 50% e, um artigo de 2013 na Nature Materials, relatou uma taxa de rejeição de 87%, com apenas cerca de 60% aceito após o processo de revisão.

Mas é preciso salientar que todo pesquisador enfrenta a rejeição de seu manuscrito em algum momento de sua carreira. Até artigos que eventualmente levaram a prêmios Nobel já foram inicialmente rejeitados. Todo fracasso deve ser visto como a construção de um alicerce forte, um trampolim para o sucesso e os pesquisadores podem e devem aprender com os seus erros para aumentar as chances de que o seu próximo manuscrito seja publicado em uma revista impactante e de alta visualização.

A Publicadora Elsevier

Como uma das maiores editoras do mundo, a Elsevier publica revistas acadêmicas em diversos campos de estudo, com um total de 2614 revistas listadas com títulos ativos, ou seja, aquelas revistas que são atualmente publicadas pela Elsevier e disponíveis no ScienceDirect, um website que fornece acesso por assinatura a um grande banco de dados de pesquisas científicas e médicas.

Em 2015, a Elsevier anunciou que de acordo com o Journal Citation Reports® (JCR) de 2014 publicado pela Thomson Reuters, as suas revistas ocupavam o topo do ranking em 62 categorias de pesquisa. Como um todo, as revistas da editora viram um aumento de 55% em seus fatores de impacto de 2013 para 2014. Além disso, outras 14 revistas da Elsevier chegaram ao topo de uma ou mais categorias e 25 revistas receberam um fator de impacto pela primeira vez.

Apesar de não ser um consenso, o fator de impacto é considerado por muitos uma medida da qualidade de uma revista e é amplamente usado para determinar a importância relativa das revistas dentro de suas categorias. O fator de impacto é calculado usando a média do número de citações recebidas pela revista nos últimos 2 anos em revistas catalogadas no Web of Science, um banco de dados que conecta publicações e pesquisadores através de citações e indexação controlada, abrangendo todas as disciplinas.

Estes 10 motivos fazem você ser rejeitado pela Elsevier

  1. Falha na triagem técnica. De acordo com o Dr. Peter Thrower, editor chefe do International Journal of the American Carbon Society, mesmo antes de ser vistos pelo editor-chefe e selecionados para revisão, os manuscritos passam por um exame minucioso para verificar se: o artigo contém elementos com suspeita de plágio, está atualmente em revisão em outra revista, está completo (tem título, autores, afiliações, palavras-chave, texto principal, referências e todas as tabelas e figuras), o inglês é adequado para o processo de revisão por pares e segue diretrizes e requisitos de formatação. A falha em qualquer um destes elementos leva à rejeição imediata.
  2. Não se enquadra nos objetivos e escopo da revista. Roger Watson, editor chefe do Journal of Advanced Nursing (JAN) diz que a maioria dos editores de revistas grandes e de alta qualidade tem um sistema para revisar o manuscrito rapidamente que inclui, entre outros aspectos, a verifição do encaixe do escopo. Se o assunto do manuscrito está fora dos objetivos e escopo da revista selecionada, não é do interesse de seus leitores, então para revista não será considerado para publicação.
  3. Título. Roger Watson também enfatiza o quão importante é um título bem escrito para causar boa impressão em um editor ou editor-chefe ocupado – ‘Você deseja transmitir o máximo de informações possível, com o menor número de palavras possível. Eles devem transmitir claramente uma grande quantidade de informações sobre o conteúdo do artigo. Não tente tornar o título muito inteligente, longo ou complicado’.
  4. Não possui uma hipótese clara e que possa ser testada. Para que uma hipótese seja denominada uma hipótese científica, esta deve ser algo que possa ser apoiado ou refutado por meio de experimentação ou observação cuidadosamente elaborada. Se um manuscrito não apresentar uma hipótese clara que possa ser testada ou trabalhar com uma hipótese que já foi estudada e estabelecida, provavelmente será rejeitada.
  5. Os procedimentos e/ou análise dos dados são defeituosos. Ainda de acordo com Dr. Peter Thrower, isso inclui falta de controles ou outros métodos de comparação relevantes, o uso de métodos nao reconhecidos ou que não possam ser replicados e análises estatisticamente inválidas ou que não seguem as normas do campo.
  6. As conclusões não podem ser justificadas com base no restante do artigo. Isso ocorre quando os resultados não são suportados pelos dados coletados durante a pesquisa, os argumentos são ilógicos, não estruturados ou inválidos, as conclusões ignoram grandes porções da literatura e não respondem à pergunta colocada na hipótese.
  7. Carece de uma contribuição significativa e inovativa para o campo. Descobertas descritas incrementais não avançam nenhum campo de estudo. Jane Winters – editora executiva da revista do Institute of Historical Research, Historical Research e editora associada da Frontiers in Digital Humanities: Digital History diz: Certifique-se de que fique claro onde a sua pesquisa se localiza dentro do cenário acadêmico mais amplo e quais lacunas no conhecimento estão sendo abordadas.
  8. Não apresenta novidade suficiente. Artigos não apresentam dados que gerem conclusões novas e originais; simplesmente repetem ou confirmam os resultados de experimentos publicados em outros lugares usando o mesmo modelo ou modelos intimamente relacionados.
  9. Muito preliminar. Nestes artigos, os experimentos não são executados apropriadamente (com replicação e repetição) e analisados para que os resultados e conclusões possam ser aceitos com um nível razoavelmente alto de confiança.
  10. Violação da ética em pesquisa. Não há o consentimento por escrito dos participantes (se houver), declaração de que as pesquisas utilizando animais foram realizadas sob o órgão regulador apropriado e outras considerações éticas similares.

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