PESQUISANDO NO EXTERIOR

07 September 2016  |  Postado em Mundo Editorial Científico   |  Sem Comentário  |  Faça um Comentário

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Em um cenário ideal, todo pesquisador deveria ter a oportunidade de desenvolver uma pesquisa no exterior. A experiência internacional envolve outros aspectos além dos relacionados diretamente com a pesquisa. Entre eles, há a aprendizagem de um novo idioma, a vivência cultural e a troca de conhecimento com outros cientistas. Esses fatores permitem o amadurecimento profissional do pesquisador.

Há diversas instituições no Brasil e no exterior que mantêm programas de intercâmbio científico.

No entanto, há muitas etapas e cuidados que o pesquisador ou quem está pesquisando precisa ter para ser aprovado em uma seleção.

Neste texto, abordaremos alguns aspectos relacionados com a preparação, a seleção e a experiência no exterior:

  • Esteja atento à publicação dos editais: sempre que um órgão público ou privado disponibiliza um financiamento, ele publica as condições de seleção em sites, revistas ou jornais. Muitas vezes, antes de o edital ser divulgado, as instituições já informam a futura publicação por meio de nota, o que pode dar mais tempo aos pesquisadores para que eles adequem o projeto às condições do órgão específico. É extremamente importante cumprir as exigências que forem determinadas, pois uma pequena inadequação já poderá fazer com que a sua inscrição seja rejeitada.

Alguns exemplos de instituições que apoiam a pesquisa no exterior são a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), as FAPs (Fundações de Amparo à Pesquisa), o WWF, o DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) e o MSCA (Ações Marie Skłodowska-Curie).

  • Não se esqueça dos prazos: esse aspecto é simples, mas extremamente importante. As datas para submissão, avaliação, divulgação de resultados e para pedido de recursos costumam ser muito rígidas e dificilmente você terá a sorte de os prazos serem ampliados.
  • Invista tempo e dedicação na criação do pré-projeto: a maioria das instituições exige, como critério de seleção, uma proposta de projeto. Calcule o prazo disponível e se organize para escrever o texto com clareza e sem afobamento.

 

  • Idioma: é difícil desenvolver uma pesquisa no exterior sem falar minimamente o idioma local. Para muitas instituições, esse costuma ser um dos primeiros critérios para seleção. Em outros casos, pode ser que o domínio do inglês seja a única exigência. Independente disso, o candidato precisa apresentar algum recurso que ateste sua fluência em um ou outro idioma. Esse recurso pode ser uma avaliação determinada pela instituição ou uma entrevista com os responsáveis pelo programa.

 

  • Programe-se com antecedência: como você pode perceber, algumas atividades não podem ser realizadas de um dia para o outro. Portanto, organize-se e pesquise os programas de financiamento nos quais você pode se inscrever. Verifique os editais anteriores e cheque as exigências de cada um. Providencie os documentos necessários e mantenha-os sempre organizados. Quando um novo financiamento estiver disponível, você já estará preparado para se candidatar a ele.

 

  • Cultura e legislação: é fundamental conhecer os valores locais e a legislação do país no qual você pretende residir. Na Alemanha, por exemplo, a reciclagem é uma obrigação e há passos bem determinados a cumprir. Para atravessar a rua, não basta que não haja carros, você deverá aguardar até que o semáforo autorize a sua passagem. Como essas, há inúmeras outras normas que cada país institui, cabendo ao imigrante se adaptar ao novo contexto.

 

  • Clima: alguns países podem apresentar condições climáticas muito diferentes das quais você está habituado. Esse aspecto parece banal, mas muita gente não consegue se adaptar a essas mudanças, o que pode prejudicar o período de estadia.

 

  • Ambiente de trabalho: assim como a legislação, o comportamento das pessoas também tende a mudar conforme o país, por isso seja cuidadoso, principalmente em seu novo ambiente de trabalho. Mantenha uma conduta profissional e diante de dúvidas, consulte o orientador/supervisor do seu trabalho ou procure a instituição responsável pelo seu projeto.

 

  • Aproveite: apesar de o período de realização do projeto ser relativamente curto, as experiências acumuladas nessa fase poderão influenciar toda a sua carreira. Por isso, empenhe-se para estabelecer contatos e colaborações, absorva todo o conhecimento que puder e faça com que sua pesquisa seja a entrada para outras oportunidades.
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