{"id":3112,"date":"2015-08-12T16:11:34","date_gmt":"2015-08-12T16:11:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.enago.com.br\/blog\/?p=3112"},"modified":"2020-03-03T08:52:45","modified_gmt":"2020-03-03T08:52:45","slug":"como-reconhecer-uma-boa-escrita-academica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/como-reconhecer-uma-boa-escrita-academica\/","title":{"rendered":"Como reconhecer uma boa escrita acad\u00eamica"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 certo que o primeiro aspecto que torna um artigo cient\u00edfico atraente aos olhos de outros pesquisadores \u00e9 o tema de pesquisa, mas uma boa escrita \u00e9 capaz de valorizar ainda mais uma pesquisa de tema j\u00e1 relevante &#8211; assim como uma escrita empobrecida ou no tom errado pode ter efeito oposto. A seguir, alguns exemplos de formas de escrever que indicam uma boa escrita acad\u00eamica.<\/p>\n<div id=\"om-i8fkdn0im7umst1n9zqd-holder\"><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/a.opmnstr.com\/app\/js\/api.min.js\" data-campaign=\"i8fkdn0im7umst1n9zqd\" data-user=\"41855\" async><\/script><\/p>\n<div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_74 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-grey ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\">\n<p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Table of Contents<\/p>\n<span class=\"ez-toc-title-toggle\"><a href=\"#\" class=\"ez-toc-pull-right ez-toc-btn ez-toc-btn-xs ez-toc-btn-default ez-toc-toggle\" aria-label=\"Toggle Table of Content\"><span class=\"ez-toc-js-icon-con\"><span class=\"\"><span class=\"eztoc-hide\" style=\"display:none;\">Toggle<\/span><span class=\"ez-toc-icon-toggle-span\"><svg style=\"fill: #999;color:#999\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" class=\"list-377408\" width=\"20px\" height=\"20px\" viewBox=\"0 0 24 24\" fill=\"none\"><path d=\"M6 6H4v2h2V6zm14 0H8v2h12V6zM4 11h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2zM4 16h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2z\" fill=\"currentColor\"><\/path><\/svg><svg style=\"fill: #999;color:#999\" class=\"arrow-unsorted-368013\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"10px\" height=\"10px\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.2\" baseProfile=\"tiny\"><path d=\"M18.2 9.3l-6.2-6.3-6.2 6.3c-.2.2-.3.4-.3.7s.1.5.3.7c.2.2.4.3.7.3h11c.3 0 .5-.1.7-.3.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7zM5.8 14.7l6.2 6.3 6.2-6.3c.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7c-.2-.2-.4-.3-.7-.3h-11c-.3 0-.5.1-.7.3-.2.2-.3.5-.3.7s.1.5.3.7z\"\/><\/svg><\/span><\/span><\/span><\/a><\/span><\/div>\n<nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/como-reconhecer-uma-boa-escrita-academica\/#1_Foco_no_publico\" >1) Foco no p\u00fablico<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/como-reconhecer-uma-boa-escrita-academica\/#2_Contexto_coerente\" >2) Contexto coerente<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/como-reconhecer-uma-boa-escrita-academica\/#3_Linguagem_apropriada\" >3) Linguagem apropriada<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/como-reconhecer-uma-boa-escrita-academica\/#4_Qualidade_deve_sobrepor_quantidade\" >4) Qualidade deve sobrepor quantidade<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"1_Foco_no_publico\"><\/span>1) Foco no p\u00fablico<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>O primeiro ponto para identificar uma boa escrita acad\u00eamica &#8211; e, na verdade, boa escrita em geral &#8211; \u00e9 a aten\u00e7\u00e3o que o texto d\u00e1 \u00e0 compreens\u00e3o de seus leitores. Um artigo cient\u00edfico deve logo em seu in\u00edcio contextualizar a pesquisa de modo que o leitor saiba quais os objetivos da mesma, de que hip\u00f3tese ela parte e em qual arcabou\u00e7o te\u00f3rico se sustenta. Neste sentido, o pesquisador nunca deve pressupor que seu leitor deduzir\u00e1 determinados aspectos, mas sim certificar-se que os principais pontos de sua argumenta\u00e7\u00e3o fiquem claros. A clareza, por\u00e9m, n\u00e3o deve ser confundida com excesso de redund\u00e2ncia ou didatismo, para n\u00e3o comprometer a qualidade do texto ou da leitura. O importante \u00e9 localizar o leitor em rela\u00e7\u00e3o ao contexto da pesquisa e o que ele deve esperar da mesma.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"2_Contexto_coerente\"><\/span>2) Contexto coerente<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>T\u00e3o importante quanto situar o leitor em rela\u00e7\u00e3o ao contexto da pesquisa \u00e9 apresentar tal contexto de forma coerente, de modo que o leitor n\u00e3o se perca. Para isso, o pesquisador deve construir e apresentar as <a href=\"https:\/\/www.enago.com.br\/publication-support\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">etapas da pesquisa<\/a> num quadro de progress\u00e3o l\u00f3gica de ideias, conectando fatos, eventos e quest\u00f5es de modo que a complexidade do racioc\u00ednio se aprofunde gradualmente. O leitor deve ser capaz de acompanhar o percurso feito pela pesquisa, de onde o pesquisador partiu e onde pretende chegar ap\u00f3s percorrer determinado percurso. Como j\u00e1 dito no t\u00f3pico anterior, o pesquisador deve partir da premissa que o leitor desconhece suas premissas e percurso de pesquisa, posicionando sua argumenta\u00e7\u00e3o de modo a guiar seu leitor por este processo.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"3_Linguagem_apropriada\"><\/span>3) Linguagem apropriada<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Para al\u00e9m de saber usar os jarg\u00f5es de sua \u00e1rea de pesquisa e de escrever com a formalidade que a academia demanda, o pesquisador deve ter cuidado tamb\u00e9m no modo como apresenta suas conclus\u00f5es e descobertas. Isso porque o fazer cient\u00edfico sempre pode ser ampliado ou revisto, apresentando conclus\u00f5es que contradizem estudos anteriores ou apresentem novos \u00e2ngulos sobre a quest\u00e3o. Deste modo, n\u00e3o conv\u00e9m apresentar declara\u00e7\u00f5es em tom muito definitivo ou muito enf\u00e1tico e as afirma\u00e7\u00f5es feitas devem sempre ser bem fundamentadas e apresentar o percurso que as viabilizou. Tal cautela \u00e9 mais indicada ainda em pesquisas de car\u00e1ter mais inovador e cujas conclus\u00f5es ainda precisam ser confrontadas e melhor atestadas para que se tornem amplamente aceitas.<\/p>\n<p>Uma forma de aferir um tom mais adequado \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de suas conclus\u00f5es e resultados de pesquisa \u00e9 investir em frases como: &#8220;as evid\u00eancias sugerem que&#8230;&#8221;; ou &#8220;os dados coletados nos permitem inferir&#8221;; e outros exemplos de formas de escrever de tom semelhante, que abram margem a r\u00e9plicas e novas descobertas. Obviamente, voc\u00ea como pesquisador deve enfatizar a relev\u00e2ncia de seu trabalho e sustentar as conclus\u00f5es as quais chegou, mas \u00e9 sempre importante fugir do tom de que suas descobertas possuem car\u00e1ter definitivo, o que seria quase que um contrassenso cient\u00edfico.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"4_Qualidade_deve_sobrepor_quantidade\"><\/span>4) Qualidade deve sobrepor quantidade<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Os pesquisadores que lerem seu trabalho estar\u00e3o interessados tanto nos detalhes do seu processo de pesquisa quanto nos resultados do estudo apresentado. Por isso mesmo, uma boa escrita acad\u00eamica deve apresentar clara e logicamente seu contexto de pesquisa e resultados relevantes, por\u00e9m, \u00e9 fundamental balancear estes dois aspectos em seu texto. Seus leitores estar\u00e3o pouco interessados em ser impressionados por uma descri\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel de seu processo de pesquisa caso os resultados apresentados lhes pare\u00e7a pouco relevantes ou mal fundamentados. A uni\u00e3o entre o excesso de descri\u00e7\u00e3o do processo e pouca fundamenta\u00e7\u00e3o dos resultados pode inclusive ter efeito oposto ao da clareza almejada e confundir o leitor quanto a relev\u00e2ncia da pesquisa.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 certo que o primeiro aspecto que torna um artigo cient\u00edfico atraente aos olhos de [&hellip;]<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":8199,"featured_media":4311,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"om_disable_all_campaigns":false,"footnotes":""},"categories":[46,29],"tags":[643],"class_list":["post-3112","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-language-grammar","category-reporting-research","tag-instructions-for-authors"],"acf":[],"single_webinar_page_date":null,"single_webinar_page_time":null,"session_agenda":null,"who_should_attend_this_session":null,"about_the_speaker_field":null,"co-webinar-sec":null,"co_webinar_sec_one":null,"speaker-name":null,"webinar-date":null,"webinar-time":null,"webinar-s-image":null,"custum_webinar_category":null,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3112","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8199"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3112"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3112\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5362,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3112\/revisions\/5362"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4311"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}