{"id":3038,"date":"2015-07-20T11:21:09","date_gmt":"2015-07-20T11:21:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.enago.com.br\/blog\/?p=3038"},"modified":"2020-03-04T08:41:19","modified_gmt":"2020-03-04T08:41:19","slug":"pesquisa-qualitativa-quando-utilizar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/pesquisa-qualitativa-quando-utilizar\/","title":{"rendered":"Pesquisa Qualitativa: Quando utilizar?"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisar grupos humanos \u00e9 uma tarefa \u00e1rdua para acad\u00eamicos se comparada aos m\u00e9todos de pesquisas mais precisos utilizados nas ci\u00eancias naturais. Nas ci\u00eancias naturais pode-se usar os m\u00e9todos quantitativos para pesquisar a ocorr\u00eancia de fatos, enquanto nas ci\u00eancias sociais tais m\u00e9todos, se aplicados isoladamente, muitas vezes n\u00e3o d\u00e3o conta dos objetivos da pesquisa por n\u00e3o oferecem a an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es do contexto de produ\u00e7\u00e3o destes dados. Para estes casos, aplicam-se as vantagens da pesquisa qualitativa, que permitem uma compreens\u00e3o mais abrangente da din\u00e2mica de diferentes grupos humanos.<\/p>\n<div id=\"om-ip4ifef5zsek0u4xs4wb-holder\"><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/a.opmnstr.com\/app\/js\/api.min.js\" data-campaign=\"ip4ifef5zsek0u4xs4wb\" data-user=\"41855\" async><\/script><\/p>\n<div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_74 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-grey ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\">\n<p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Table of Contents<\/p>\n<span class=\"ez-toc-title-toggle\"><a href=\"#\" class=\"ez-toc-pull-right ez-toc-btn ez-toc-btn-xs ez-toc-btn-default ez-toc-toggle\" aria-label=\"Toggle Table of Content\"><span class=\"ez-toc-js-icon-con\"><span class=\"\"><span class=\"eztoc-hide\" style=\"display:none;\">Toggle<\/span><span class=\"ez-toc-icon-toggle-span\"><svg style=\"fill: #999;color:#999\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" class=\"list-377408\" width=\"20px\" height=\"20px\" viewBox=\"0 0 24 24\" fill=\"none\"><path d=\"M6 6H4v2h2V6zm14 0H8v2h12V6zM4 11h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2zM4 16h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2z\" fill=\"currentColor\"><\/path><\/svg><svg style=\"fill: #999;color:#999\" class=\"arrow-unsorted-368013\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"10px\" height=\"10px\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.2\" baseProfile=\"tiny\"><path d=\"M18.2 9.3l-6.2-6.3-6.2 6.3c-.2.2-.3.4-.3.7s.1.5.3.7c.2.2.4.3.7.3h11c.3 0 .5-.1.7-.3.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7zM5.8 14.7l6.2 6.3 6.2-6.3c.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7c-.2-.2-.4-.3-.7-.3h-11c-.3 0-.5.1-.7.3-.2.2-.3.5-.3.7s.1.5.3.7z\"\/><\/svg><\/span><\/span><\/span><\/a><\/span><\/div>\n<nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/pesquisa-qualitativa-quando-utilizar\/#Um_metodo_indutivo\" >Um m\u00e9todo indutivo<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/pesquisa-qualitativa-quando-utilizar\/#Teorias_qualitativas\" >Teorias qualitativas<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/pesquisa-qualitativa-quando-utilizar\/#Limitacoes_do_metodo\" >Limita\u00e7\u00f5es do m\u00e9todo<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Um_metodo_indutivo\"><\/span>Um m\u00e9todo indutivo<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>M\u00e9todos qualitativos s\u00e3o indutivos e n\u00e3o dedutivos. Na an\u00e1lise qualitativa n\u00e3o h\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o de manipular vari\u00e1veis e de transformar dados num\u00e9ricos em estat\u00edsticas aplic\u00e1veis \u00e0 pesquisa; o foco aqui est\u00e1 nos dados que o processo pode oferecer, na observa\u00e7\u00e3o com a inten\u00e7\u00e3o de descrever e entender as caracter\u00edsticas de um determinado contexto. Esta perspectiva permite que o m\u00e9todo qualitativo seja \u00fatil \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de opini\u00f5es, sentimentos e experi\u00eancias, captando estas vari\u00e1veis para fins de an\u00e1lise.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo qualitativo ret\u00e9m a din\u00e2mica da natureza das <a href=\"https:\/\/www.enago.com.br\/blog\/como-citar-uma-entrevista-num-artigo-academico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">entrevistas<\/a> ou grupos de discuss\u00e3o. A presen\u00e7a do pesquisador, seja como um observador oculto ou como l\u00edder de grupo focal, permite que a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal dos participantes do grupo tamb\u00e9m sejam levadas em considera\u00e7\u00e3o no processo de an\u00e1lise de resultados. Uma das muitas vantagens do m\u00e9todo qualitativo \u00e9 permitir que pesquisadores tenham liberdade para sondar as quest\u00f5es propostas para al\u00e9m das respostas iniciais que os membros do grupo focal oferecem, respostas estas que podem ser de suma import\u00e2ncia para a pesquisa em curso.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Teorias_qualitativas\"><\/span>Teorias qualitativas<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>A metodologia qualitativa n\u00e3o \u00e9 abrangente apenas em sua concep\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise de dados, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o a seus m\u00faltiplos m\u00e9todos a depender do tipo do contexto, grupo pesquisado ou finalidade. Dentre suas variantes encontramos a fenomenologia, etnografia e teoria fundamentada.<\/p>\n<p><strong>Fenomenologia<\/strong> &#8211; consiste na descri\u00e7\u00e3o da &#8220;experi\u00eancia vivida&#8221; de um fen\u00f4meno atrav\u00e9s da reconstru\u00e7\u00e3o de entrevistas de cunho narrativo realizadas com pessoas que vivenciaram um determinado acontecimento ou per\u00edodo.<\/p>\n<p><strong>Etnografia<\/strong> &#8211; tipicamente usada na pesquisa antropol\u00f3gica para desenvolver um &#8220;retrato de um povo&#8221; atrav\u00e9s de estudos descritivos e entrevistas diretas em determinado contexto cultural.<\/p>\n<p><strong>Teoria fundamentada<\/strong> &#8211; proposta primeiramente por <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-11691996000300007\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Glaser e Strauss<\/a> em 1967, a teoria fundamentada segue procedimentos de coleta de dados estipulados para desenvolver categorias conceituais distintas. Existe diverg\u00eancia no meio acad\u00eamico sobre o car\u00e1ter da teoria fundamentada &#8211; se a mesma \u00e9 ou n\u00e3o uma metodologia qualitativa &#8211; mas muitos defendem que esta metodologia \u00e9 de fato indutiva.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Limitacoes_do_metodo\"><\/span>Limita\u00e7\u00f5es do m\u00e9todo<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Assim como qualquer outra metodologia, os m\u00e9todos qualitativos tamb\u00e9m possuem limita\u00e7\u00f5es e obviamente n\u00e3o se aplicam a qualquer tipo de pesquisa. H\u00e1 tipos de pesquisa, por exemplo, que se ajustam muito melhor a m\u00e9todos quantitativos por demandarem maior an\u00e1lise de dados estat\u00edsticos para obter os resultados pretendidos. Uma vez que na pesquisa qualitativa a coleta de dados baseia-se na observa\u00e7\u00e3o individual do pesquisador ou em entrevistas de grupos espec\u00edficos em tempo real, o potencial para generalizar temas mais amplos \u00e9 limitado se comparado ao potencial da pesquisa quantitativa. Por estas diverg\u00eancias entre os m\u00e9todos qualitativos e quantitativos, os mesmos muitas vezes s\u00e3o usados de modo complementar, oferecendo bons resultados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das limita\u00e7\u00f5es do tipo de pesquisa, as pr\u00f3prias vantagens dos m\u00e9todos qualitativos tamb\u00e9m apresentam seu lado menos positivo. Para come\u00e7ar, como a coleta de dados se d\u00e1 atrav\u00e9s de observa\u00e7\u00e3o direta ou entrevistas, o trabalho por parte dos pesquisadores se torna mais intenso, uma vez que trabalha-se com vari\u00e1veis imprevis\u00edveis. Em segundo lugar, a an\u00e1lise qualitativa permite uma maior abertura na interpreta\u00e7\u00e3o dos dados coletados, o que aumenta as chances de interpreta\u00e7\u00f5es enviesadas por parte do pesquisador que conduz a pesquisa baseadas em pr\u00e9-concep\u00e7\u00f5es. Ainda assim, estando atento a estas limita\u00e7\u00f5es e sendo o m\u00e9todo adequado \u00e0 pesquisa que se deseja realizar, a an\u00e1lise qualitativa pode produzir excelentes resultados &#8211; ressalvas estas que podem ser feitas \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de qualquer metodologia de an\u00e1lise.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisar grupos humanos \u00e9 uma tarefa \u00e1rdua para acad\u00eamicos se comparada aos m\u00e9todos de pesquisas [&hellip;]<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":8199,"featured_media":4341,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"om_disable_all_campaigns":false,"footnotes":""},"categories":[27,32],"tags":[714],"class_list":["post-3038","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-publishing-research","category-submitting-manuscripts","tag-research-data-management"],"acf":[],"single_webinar_page_date":null,"single_webinar_page_time":null,"session_agenda":null,"who_should_attend_this_session":null,"about_the_speaker_field":null,"co-webinar-sec":null,"co_webinar_sec_one":null,"speaker-name":null,"webinar-date":null,"webinar-time":null,"webinar-s-image":null,"custum_webinar_category":null,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3038","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8199"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3038"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3038\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5400,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3038\/revisions\/5400"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4341"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3038"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3038"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3038"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}