{"id":1750,"date":"2014-11-10T09:21:08","date_gmt":"2014-11-10T09:21:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.enago.com.br\/blog\/?p=1750"},"modified":"2019-07-12T14:08:13","modified_gmt":"2019-07-12T14:08:13","slug":"storyteling-na-academia-reduzindo-riscos-na-narrativa-da-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/storyteling-na-academia-reduzindo-riscos-na-narrativa-da-pesquisa\/","title":{"rendered":"Storyteling na Academia: Reduzindo riscos na narrativa da pesquisa"},"content":{"rendered":"<p>A arte de contar hist\u00f3rias, ou o chamado storytelling, \u00e9 algo de conhecimento do senso comum, e mesmo aqueles que nunca ouviram falar ou leram nada sobre estruturas narrativas sabe intuitivamente como uma hist\u00f3ria &#8220;funciona&#8221;, por assim dizer. Talvez por isso a ideia de colocar em di\u00e1logo a estrutura da narrativa com a estrutura do texto produzido dentro das fronteiras da academia &#8211; t\u00e3o codificada e pouco acess\u00edvel a leigos &#8211; possa parecer inicialmente &#8220;extravagante&#8221; e at\u00e9 mesmo fora de prop\u00f3sito; mas ser\u00e1 que elas realmente se op\u00f5em? Aparentemente n\u00e3o, ao menos \u00e9 o que a rep\u00f3rter com imers\u00e3o no mundo acad\u00eamico <em>Cheryl Brumley<\/em> tenta demonstrar no artigo <a class=\"text-link\" style=\"border-bottom: none!important\" title=\"Academia and Storytelling\" href=\"https:\/\/blogs.lse.ac.uk\/impactofsocialsciences\/2014\/08\/27\/academic-storytelling-risk-reduction\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Academia and storytelling are not incompatible<\/a>, e sua argumenta\u00e7\u00e3o parece bastante razo\u00e1vel.<\/p>\n<div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_74 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-grey ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\">\n<p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Table of Contents<\/p>\n<span class=\"ez-toc-title-toggle\"><a href=\"#\" class=\"ez-toc-pull-right ez-toc-btn ez-toc-btn-xs ez-toc-btn-default ez-toc-toggle\" aria-label=\"Toggle Table of Content\"><span class=\"ez-toc-js-icon-con\"><span class=\"\"><span class=\"eztoc-hide\" style=\"display:none;\">Toggle<\/span><span class=\"ez-toc-icon-toggle-span\"><svg style=\"fill: #999;color:#999\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" class=\"list-377408\" width=\"20px\" height=\"20px\" viewBox=\"0 0 24 24\" fill=\"none\"><path d=\"M6 6H4v2h2V6zm14 0H8v2h12V6zM4 11h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2zM4 16h2v2H4v-2zm16 0H8v2h12v-2z\" fill=\"currentColor\"><\/path><\/svg><svg style=\"fill: #999;color:#999\" class=\"arrow-unsorted-368013\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"10px\" height=\"10px\" viewBox=\"0 0 24 24\" version=\"1.2\" baseProfile=\"tiny\"><path d=\"M18.2 9.3l-6.2-6.3-6.2 6.3c-.2.2-.3.4-.3.7s.1.5.3.7c.2.2.4.3.7.3h11c.3 0 .5-.1.7-.3.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7zM5.8 14.7l6.2 6.3 6.2-6.3c.2-.2.3-.5.3-.7s-.1-.5-.3-.7c-.2-.2-.4-.3-.7-.3h-11c-.3 0-.5.1-.7.3-.2.2-.3.5-.3.7s.1.5.3.7z\"\/><\/svg><\/span><\/span><\/span><\/a><\/span><\/div>\n<nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/storyteling-na-academia-reduzindo-riscos-na-narrativa-da-pesquisa\/#Storytelling_versus_Ciencia\" >Storytelling versus Ci\u00eancia<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/storyteling-na-academia-reduzindo-riscos-na-narrativa-da-pesquisa\/#Construindo_a_narrativa_da_pesquisa_a_seu_favor\" >Construindo a narrativa da pesquisa a seu favor<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Storytelling_versus_Ciencia\"><\/span>Storytelling versus Ci\u00eancia<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>Se bem simplificada, a estrutura de uma narrativa pode ser reduzida \u00e0 intriga m\u00ednima, que consiste na apresenta\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o inicial que ser\u00e1 perturbada e se desenrolar\u00e1 at\u00e9 ser resolvida, restituindo a ordem inicial ou instaurando uma nova ordem. Ou seja: a intriga m\u00ednima completa \u00e9 o conjunto das a\u00e7\u00f5es que integra a passagem de um equil\u00edbrio a outro, sendo esta a premissa do storytelling. E qual seria a l\u00f3gica do texto produzido na academia, o <a class=\"text-link\" style=\"border-bottom: none!important\" title=\"Como escrever uma revis\u00e3o de literatura cient\u00edfica\" href=\"https:\/\/www.enago.com.br\/blog\/como-escrever-uma-revisao-de-literatura-cientifica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">texto cient\u00edfico<\/a>, se n\u00e3o essa? Todo trabalho de pesquisa parte de apresenta\u00e7\u00e3o de uma quest\u00e3o, apresenta sobre a mesma um problema e busca sua resolu\u00e7\u00e3o, para ao final apresentar uma nova ordem (ainda que n\u00e3o conclusiva). Claro que tudo isso \u00e9 feito dentro dos crit\u00e9rios do m\u00e9todo cient\u00edfico, usando os jarg\u00f5es de cada \u00e1rea, interagindo com outros textos, mas, no final, a l\u00f3gica estrutural n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o diferente daquela do storytelling, ou ao menos n\u00e3o se op\u00f5e \u00e0 mesma. Assim, pode-se dizer que dentro de um trabalho de pesquisa \u00e9 poss\u00edvel achar uma narrativa da pesquisa e isso pode ser muito \u00fatil aos pesquisadores em momentos espec\u00edficos.<\/p>\n<h2><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Construindo_a_narrativa_da_pesquisa_a_seu_favor\"><\/span>Construindo a narrativa da pesquisa a seu favor<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n<p>A ideia de construir e explorar a narrativa da pesquisa pode parecer inicialmente pouco \u00fatil, visto que o modo como o texto \u00e9 produzido na academia tem como finalidade permitir que o pesquisador dialogue bem com seus pares, ent\u00e3o para que serve acionar o storytelling num trabalho de pesquisa? Em primeiro lugar, serve para que o pesquisador torne-se mais claro para seus pr\u00f3prios pares, visto que a l\u00f3gica estrutural da narrativa, pensando na estrutura da intriga m\u00ednima apresentada de modo linear, facilita a apresenta\u00e7\u00e3o do racioc\u00ednio em apresenta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para membros da academia. Afinal, sempre que se apresenta um trabalho para uma plateia nova, tem-se o desafio de ser o mais claro poss\u00edvel, e apresenta\u00e7\u00e3o da narrativa da pesquisa como trajet\u00f3ria que demonstra a passagem de um equil\u00edbrio a outro facilita a compreens\u00e3o dos demais ao propor um esfor\u00e7o de s\u00edntese dentro de uma l\u00f3gica familiar ao senso geral.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o do storytelling no universo da academia \u00e9 ainda mais preciosa quando se fala para n\u00e3o acad\u00eamicos. N\u00e3o \u00e9 incomum que pesquisadores tenham que falar para plateias de leigos ou dar depoimentos \u00e0 imprensa, e sempre que isso acontece a tend\u00eancia \u00e9 que essas outras audi\u00eancias construam uma narrativa da pesquisa do trabalho apresentado para torn\u00e1-lo mais acess\u00edvel a si mesmos. Logo, mesmo que voc\u00ea como pesquisador n\u00e3o narrativize seu trabalho de pesquisa, outros podem faz\u00ea-lo, por\u00e9m n\u00e3o necessariamente da forma correta. Por isso mesmo construir a trajet\u00f3ria da narrativa da pesquisa que voc\u00ea desenvolve pode ser uma \u00f3tima forma de explorar seu trabalho para al\u00e9m dos horizontes da academia, diminuindo os riscos de que seu trabalho de pesquisa possa ser compreendido de forma deturpada no esfor\u00e7o de seu interlocutor leigo em tentar decifrar os jarg\u00f5es e a estrutura espec\u00edfica do racioc\u00ednio acad\u00eamico. Assim, o racioc\u00ednio acad\u00eamico n\u00e3o s\u00f3 pode ser compat\u00edvel \u00e0 l\u00f3gica do storytelling como pode tirar muitas vantagens dela.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A arte de contar hist\u00f3rias, ou o chamado storytelling, \u00e9 algo de conhecimento do senso [&hellip;]<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":8199,"featured_media":4607,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"om_disable_all_campaigns":false,"footnotes":""},"categories":[47,29],"tags":[641],"class_list":["post-1750","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-manuscript-grants","category-reporting-research","tag-manuscript-preparation-guidelines"],"acf":[],"single_webinar_page_date":null,"single_webinar_page_time":null,"session_agenda":null,"who_should_attend_this_session":null,"about_the_speaker_field":null,"co-webinar-sec":null,"co_webinar_sec_one":null,"speaker-name":null,"webinar-date":null,"webinar-time":null,"webinar-s-image":null,"custum_webinar_category":null,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1750","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8199"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1750"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1750\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4609,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1750\/revisions\/4609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4607"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1750"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1750"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1750"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}