{"id":1007,"date":"2014-05-12T10:20:19","date_gmt":"2014-05-12T10:20:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.enago.com.br\/blog\/?p=1007"},"modified":"2020-03-03T08:26:23","modified_gmt":"2020-03-03T08:26:23","slug":"cuidado-com-as-revistas-e-editoras-predadoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/cuidado-com-as-revistas-e-editoras-predadoras\/","title":{"rendered":"Cuidado com as revistas e editoras predadoras"},"content":{"rendered":"<p>O modelo de publica\u00e7\u00e3o de acesso livre tem dado origem a um grande n\u00famero de novos editores online. Muitos destes editores s\u00e3o corruptos e s\u00f3 desejam ganhar dinheiro com as taxas de processamento que s\u00e3o cobradas dos autores ap\u00f3s a aceita\u00e7\u00e3o de seus manuscritos cient\u00edficos.<\/p>\n<p>Os primeiros experimentos com publica\u00e7\u00f5es de acesso livre foram muito promissores. Criados h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, eles ajudaram a inspirar um movimento social que mudou publica\u00e7\u00e3o acad\u00eamica para melhor, reduzindo custos e permitindo acesso mundial a in\u00fameras pesquisas. Entretanto, com isso vieram tamb\u00e9m os editores predat\u00f3rios, que publicam revistas falsificadas para explorar o modelo de acesso livre, no qual o autor paga.<\/p>\n<div id=\"om-vsddjbwhkaixy8wtyywc-holder\"><\/div>\n<p><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/a.opmnstr.com\/app\/js\/api.min.js\" data-campaign=\"vsddjbwhkaixy8wtyywc\" data-user=\"41855\" async><\/script><\/p>\n<p>Estas editoras predadoras s\u00e3o desonestas e seus processos de publica\u00e7\u00e3o n\u00e3o possuem transpar\u00eancia. Eles visam enganar os pesquisadores, especialmente aqueles inexperientes na comunidade cient\u00edfica. Eles montaram sites que se assemelham aos de editoras on-line leg\u00edtimas e publicam revistas de qualidade question\u00e1vel. Muitos fingem ter sede nos Estados Unidos, Reino Unido, Canad\u00e1 ou Austr\u00e1lia, mas na verdade est\u00e3o localizados no Paquist\u00e3o, \u00cdndia ou Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p>Algumas editoras predadoras enviam <i>spams<\/i> para pesquisadores solicitando manuscritos, mas deixando de mencionar a taxa requerida para publica\u00e7\u00e3o. Mais tarde, ap\u00f3s o trabalho ser aceito e publicado, os autores s\u00e3o cobrados de taxas abusivas, que giram em torno de US$ 1.800 (hum mil e oitocentos d\u00f3lares).<\/p>\n<p>Para proteger os pesquisadores de tais editores, foi criada uma <a class=\"text-link\" style=\"border-bottom: none!important;\" href=\"https:\/\/scholarlyoa.com\/2014\/01\/02\/list-of-predatory-publishers-2014\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow noreferrer\">lista de peri\u00f3dicos question\u00e1veis<\/a> que \u00e9 atualizada todos os anos. \u00c9 recomendado que pesquisadores, cientistas e acad\u00eamicos evitem fazer neg\u00f3cios com essas editoras e revistas. Estudiosos devem evitar o envio de submiss\u00f5es de artigos para elas. Al\u00e9m disso, os comit\u00eas de posse e de promo\u00e7\u00e3o devem ter aten\u00e7\u00e3o extra para artigos publicados nessas revistas, pois muitos deles incluem casos de m\u00e1 conduta de pesquisa.<\/p>\n<p>Com o passar dos anos, o n\u00famero de revistas predat\u00f3rias cresceu assustadoramente, conforme tabela abaixo:<\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p align=\"center\"><strong>Ano<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"222\">\n<p align=\"center\"><strong>N\u00famero de editoras predat\u00f3rias<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p style=\"text-align: center;\">2011<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"222\">\n<p align=\"center\">18<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p style=\"text-align: center;\">2012<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"222\">\n<p align=\"center\">23<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p style=\"text-align: center;\">2013<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"222\">\n<p align=\"center\">225<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\" width=\"96\">\n<p style=\"text-align: center;\">2014<\/p>\n<\/td>\n<td valign=\"top\" width=\"222\">\n<p align=\"center\">477<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>Entretanto, \u00e9 importante ter consci\u00eancia que tal situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 ocorrendo apenas porque o cen\u00e1rio acad\u00eamico encontra-se em uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. Para resolver esse problema, os pesquisadores devem resistir \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de publicar rapidamente e facilmente. A comunidade cient\u00edfica precisa usar as redes sociais acad\u00eamicas para identificar e compartilhar informa\u00e7\u00f5es sobre as editoras que enganam e que possuem falta de transpar\u00eancia ou que, de alguma forma, deixam de seguir os padr\u00f5es da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>A \u201calfabetiza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d deve incluir a capacidade de reconhecer fraudes e as bibliotecas devem remover editoras predat\u00f3rias de seus cat\u00e1logos on-line. Os piores criminosos normalmente podem ser descobertos sem muito esfor\u00e7o: os seus sites est\u00e3o cheios de erros gramaticais e com informa\u00e7\u00f5es de contato falsas.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas revistas de alta qualidade dispon\u00edveis para os pesquisadores publicarem seus trabalhos, incluindo muitas que n\u00e3o cobram taxas de processamento. Basta ao pesquisador se informar claramente sobre a revista cient\u00edfica na qual quer publicar e n\u00e3o querer pegar atalhos, para \u201co barato n\u00e3o sair caro\u201d.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O modelo de publica\u00e7\u00e3o de acesso livre tem dado origem a um grande n\u00famero de [&hellip;]<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":8199,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"om_disable_all_campaigns":false,"footnotes":""},"categories":[29,30],"tags":[734,663,671],"class_list":["post-1007","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reporting-research","category-selecting-journals","tag-predatory-conferences","tag-avoiding-predatory-journals","tag-identifying-predatory-journals"],"acf":[],"single_webinar_page_date":null,"single_webinar_page_time":null,"session_agenda":null,"who_should_attend_this_session":null,"about_the_speaker_field":null,"co-webinar-sec":null,"co_webinar_sec_one":null,"speaker-name":null,"webinar-date":null,"webinar-time":null,"webinar-s-image":null,"custum_webinar_category":null,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1007","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8199"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1007"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1007\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5356,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1007\/revisions\/5356"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enago.com\/academy\/br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}