Será que a tradução convencional é suficiente para a publicação de pesquisas?

02 July 2014  |  Postado em Dicas para Autores, Pensando em Submeter seu Artigo?, Tire suas dúvidas   |  Sem Comentário  |  Faça um Comentário

TraduçãoA tradução convencional ou de primeiro nível consiste em um simples processo no qual uma pessoa bilíngue reescreve determinado texto em outra língua. Quando há a mera necessidade da compreensão de informações em outro idioma, esse processo pode ser perfeitamente aceitável, justificando a sua ampla utilização.

Tratando-se da publicação de pesquisas como artigos científicos ou técnicos em respeitáveis periódicos internacionais, no entanto, as exigências são muito maiores. Pesquisas recentes como “O Desafio de Pesquisar e Publicar em Revistas Científicas: A Perspectiva de Editores e Revisores Internacionais” do Center of Research in International Business & Strategy demonstram que fazer publicações em renomadas revistas e periódicos é cada vez mais concorrido. O processo é demorado e chega a alcançar taxas de rejeição em torno dos 90%.

Dados os elevados níveis dos atuais padrões globais, tanto a relevância do conteúdo quanto a exposição das ideias de forma apropriada são requerimentos básicos para a aprovação. Se o objetivo é obter um alcance internacional publicando determinado material em outra língua, é fundamental que o documento traduzido tenha a mesma qualidade linguística que o original. Depois de todo o empenho dedicado para preparar a sua pesquisa para ser publicada naquele tão sonhado periódico internacional, você não vai querer comprometer o resultado final com uma tradução duvidosa, certo?

Se estamos falando daquela tradução convencional mencionada anteriormente, é natural que o tradutor não realize um trabalho 100% perfeito. Isso ocorre porque a tradução de pesquisas acadêmicas envolve a necessidade de altas habilidades em duas diferentes áreas: domínio do segundo idioma desejado e do tema específico da pesquisa, para garantir a escolha das melhores expressões relacionadas ao tema. Portanto, é esperado que haja falhas – talvez não tão sutis – em ao menos uma dessas duas amplitudes. Acontece que nos competitivos ambientes acadêmicos e científicos onde as pesquisas são a principal fonte de geração de conhecimento, tais falhas não são toleradas.

Mas então como garantir que o documento traduzido corresponderá ao original?

Para minimizar possíveis erros e cobrir todas as áreas, a melhor alternativa é contar com o auxílio de um revisor de tradução e de um editor nativo. Uma vez realizada a tradução de primeiro nível, o revisor de tradução – que é um especialista bilíngue, normalmente com PHD no tópico da pesquisa – identificará os pontos de melhoria e aperfeiçoará o trabalho do tradutor inicial. O editor nativo – falante nativo do idioma em questão, além de especialista linguístico e conhecedor da área abordada na pesquisa – finalizará o trabalho, assegurando a fluência linguística do documento final aos olhos de um profissional altamente capacitado. Algumas empresas de tradução já oferecem pacotes com esses serviços, como é o caso da tradução de nível 5 da Ulatus, que atua com foco na língua inglesa e na tradução de manuscritos acadêmicos, científicos e técnicos.

Naturalmente, documentos traduzidos com tal profissionalismo apresentarão uma qualidade muito superior àqueles que passaram por uma única etapa de tradução. Muitas pessoas já se se deram conta da importância das traduções altamente especializadas e têm procurado cada vez mais pelas chamadas traduções de nível 5. No Brasil, no entanto, a consciência quanto a esse quesito ainda não é muito desenvolvida. Grande parte dos brasileiros acredita que a parte idiomática da pesquisa não merece tanta atenção e acaba por arriscar a publicação dos seus artigos. Não faça como a maioria, invista no seu trabalho e garanta os resultados positivos para a sua pesquisa!

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