Tradução automática versus tradução humana: dá para compará-las?

09 July 2014  |  Postado em Dicas para Autores, Textos Acadêmicos, Versão e Tradução de Artigos   |  Sem Comentário  |  Faça um Comentário

TraduEm pleno auge da era digital e diante da consolidação da globalização, constantemente nos deparamos com a necessidade de traduções. A interação com povos de outras nacionalidades, seja para fins pessoais, comerciais ou de qualquer outra natureza, requer traduções que façam com que uma mensagem chegue à outra língua causando o mesmo efeito que teria em seu idioma original.

A tradução automática é uma grande invenção moderna e, à primeira vista, pode parecer uma solução bem plausível para esse problema. Há vários sites pela internet oferecendo traduções instantâneas e gratuitas, mas será que tais traduções são realmente funcionais? A resposta é “sim, mas de forma bem limitada”. Normalmente para palavras soltas em idiomas amplamente difundidos como, por exemplo, inglês e espanhol, os tradutores automáticos até que ajudam bastante.

No entanto, eles não são eficazes para traduções mais elaboradas. Apesar de estarem melhorando continuamente, suas ferramentas ainda se baseiam muito na tradução literal, ao invés de considerar o sentido das palavras e o vocabulário relacionado ao tema. Brasileiro que já usou o tradutor do Google, um dos melhores tradutores automáticos disponíveis atualmente, sabe bem que não se pode confiar nele para encontrar expressões 100% equivalentes às complexas estruturas do Português em outras línguas. Ou seja, mesmo que você tenha tradutores virtuais com um enorme banco de dados, não significa que você vai conseguir se comunicar em qualquer idioma.

Daí surge a necessidade da boa e velha tradução humana. Somente uma pessoa, diferentemente de uma máquina, terá a sensibilidade de identificar o melhor jeito de transmitir determinada mensagem considerando diferentes contextos e culturas. Por mais bem programado que um software possa ser, ele jamais terá o mesmo conhecimento linguístico de uma pessoa experiente em interpretar diferentes idiomas.

Se você pretende fazer traduções e não tem domínio fluente em uma das línguas, o que é o caso da maioria das pessoas, uma boa dica é utilizar os tradutores automáticos em conjunto com o auxílio de blogs e fóruns de tradução. Outra opção gratuita que auxilia em uma tradução mais realística é a consulta de materiais da área em questão, escritos no idioma desejado. Se você quer traduzir, por exemplo, um material relacionado à educação do português para o inglês, leia textos sobre educação escritos originalmente em inglês. Ainda que o conteúdo não seja o mesmo, você vai saber quais palavras são frequentemente usadas dentro de determinado tópico e isso vai deixar a sua tradução mais natural. Note que em ambos os casos a tradução humana estará aperfeiçoando a automática.

Mas se o que você precisa é uma tradução de manuscrito de alta qualidade para ambientes competitivos como a publicação de pesquisas em periódicos científicos, sem dúvidas a melhor alternativa é optar por serviços profissionais. Sabemos que os critérios para aprovação de artigos e teses estão cada vez mais exigentes, o que torna os possíveis erros da tradução automática eliminatórios à aprovação das pesquisas.

Para lhe dar uma mão nessa situação, algumas empresas são especializadas em serviços de tradução e versão de artigos científicos, garantindo tradução e revisão feita por nativos experientes no seu tema de pesquisa. Tal nível de serviço não pode ser oferecido por tradutores instantâneos.

Outra área onde a tradução humana é preferida em detrimento à automática, é na tradução de teses médicas, nas quais os complexos termos e observações médicas não podem ser submetidos a traduções factíveis de erros em um campo tão delicado.

As exigências requeridas por traduções na medicina e em ambientes acadêmicos demonstram claramente que, mesmo com tradutores automáticos disponíveis, as traduções humanas ainda são insubstituíveis.

Anterior
Royal Society lança novo periódico de livre acesso
Próximo
Monografia Acadêmica – O que é e qual o futuro dela

Escreva seu comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *