Minha Experiência com Alguns Periódicos de Alto Fator de Impacto

Frequentemente, os periódicos acadêmicos conseguem mensurar a sua importância e alcance ao determinarem um valor chamado de “fator de impacto”, ou IF. O fator de impacto é simplesmente um parâmetro que reflete o número médio de citações de artigos publicados em um determinado periódico em várias mídias, como em revistas acadêmicas e digitais, e em outras publicações semelhantes. Essencialmente, um periódico acadêmico com alto IF é aquele citado por muitas publicações e especialistas. Os periódicos acadêmicos que possuem alto fator de impacto são geralmente identificados como “mais importantes” e “mais notáveis” do que seus competidores e, como resultado, é esperado que tais periódicos recebam mais atenção e consideração do que aqueles com fatores de impacto mais baixos. Os periódicos acadêmicos que estão indexados na publicação “Journal Citation Reports” têm seu FI avaliado anualmente. Continue a leitura para saber mais sobre alguns exemplos de periódicos de alto fator de impacto, de acordo com a minha experiência.

Alto Fator de Impacto e Processo de Seleção de Artigos

Os periódicos acadêmicos com alto fator de impacto, por possuírem maior relevância e alcance do que outros periódicos, geralmente se permitem ser mais seletivos em relação aos artigos que escolhem publicar. Em termos práticos, periódicos com alto fator de impacto atraem um número maior de envios de artigos porque seus autores e pesquisadores têm interesse em terem seus estudos amplamente citados. Se você conseguir um espaço para a publicação de seu artigo de pesquisa em um periódico acadêmico que possua um alto fator de impacto, a versão revisada do seu artigo possivelmente será citada com mais frequência e, por consequência, lida mais amplamente. Ao conseguir publicar seu artigo em um periódico de alto FI, você atrairá mais atenção para o seu trabalho, e esta atenção pode vir acompanhada de mais financiamento para a sua pesquisa, vindo de fundações governamentais e privadas, assim como de indústrias.

Infelizmente, o lado negativo de enviar seu artigo para um periódico de alto fator de impacto é também a razão que, em um primeiro momento, atrai muitos pesquisadores para uma determinada publicação: a seletividade. O processo de revisão por pares é mensuravelmente mais difícil (e demorado) do que em periódicos com alto FI do que em periódicos acadêmicos com FI mais baixos. Porém, a risco de ter seu artigo rejeitado por um periódico de alto FI pode valer a pena, assim como a longa espera por uma resposta, porque essa classificação de periódico possui um ciclo mais longo de citações, em relação a seus artigos aceitos e, em seguida, publicados.

Em outras palavras, o artigo que você publicou em um periódico com alto FI tem a possibilidade de ser citado por um longo período de tempo, melhorando desta forma o seu potencial de leitura do seu trabalho e suas chances de atrair financiamento de pesquisa. Porém, não se esqueça de que a seletividade dos periódicos de alto fator de impacto pode lhe submeter a um alto grau de ansiedade, especialmente causada pelas perguntas dos revisores e editores do periódico. Algumas das críticas ríspidas, disfarçadas de “sugestões construtivas” podem lhe causar um grande estresse. Pelo menos, esta tem sido a minha experiência até o momento.

Baixo Fator de Impacto e Melhor Tratamento

Apesar do fator de alto impacto ser visto como sinônimo de alta “relevância” para periódicos acadêmicos, você encontraria dificuldades em encontrar alguém no mundo acadêmico – pelo menos, alguém com uma reputação respeitável – que diga que um periódico acadêmico com baixo FI tem menos valor do que aquele com alto FI. Como diz o lema de uma grande empresa americana de aluguel de automóveis, “Nós estamos em segundo lugar. Nós nos esforçamos mais”. Como a empresa do exemplo não era a primeira do seu mercado de atuação, eles trabalhavam muito mais pesado para atrair seus clientes, porque eles desejavam alcançar o título de empresa número 1 em aluguel de carros.

Em muitas situações, o contato com periódicos acadêmicos de FI mais baixo é parecido com o serviço solícito prestado por uma agência de aluguel de automóveis que está tentando galgar degraus até chegar à primeira posição do ranking. Os periódicos de baixo FI possivelmente trabalham com mais afinco para atrair artigos e estudos de qualidade com o fim de melhorar seu fator de impacto e, desta forma, propiciam mais colaboração com autores e pesquisadores para atrair trabalhos de qualidade.

Baixo Fator de Impacto por Alguma Razão?

É claro que, muitas vezes, há explicações totalmente óbvias para o fator de impacto mais baixo de determinado periódico acadêmico, em comparação com publicações competidoras. Talvez este periódico acadêmico em questão tenha um público de leitores bem específico e, por isso, não esteja interessado em abandonar seu confortável mercado de atuação. Por outro lado, é possível que o periódico esteja interessado somente em publicar trabalhos de qualidade menor. Ambas as explicações são válidas.
Por experiência própria, eu já enviei artigos para periódicos de alto fator de impacto e para revistas com baixo FI também, e notei tratamentos completamente diferentes pelos editores de ambos os tipos de publicação. Já me convenci dos benefícios oferecidos por periódicos de alto IF e percebi os problemas de publicações de baixo IF. Por outro lado, também já recebi um tratamento superior por periódicos de baixo IF e fui desconsiderado, desrespeitado e ignorado por publicações de alto IF. Às vezes não importa o quanto você pesquise e planeje; os sistemas de envio e publicação em periódicos acadêmicos parecem não fazer muito sentido.

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