Como aumentar o impacto do seu artigo?

14 December 2016  |  Postado em Dicas para Autores, Fator de Impacto, O Mundo Acadêmico, Quer Publicar? O que devo saber?   |  Sem Comentário  |  Faça um Comentário

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Não é segredo que vivemos na era do “produtivismo científico”. Na prática, isso significa que cada vez mais os pesquisadores têm seu currículo avaliado por meio de dois aspectos: quantidade de publicações e relevância dos periódicos no quais os trabalhos são publicados. Internacionalmente, a cultura do “publicar ou perecer” é bastante associada a um índice que mede a relevância das revistas e, consequentemente, das pesquisas nelas publicadas. Esse índice é o fator de impacto e conhecê-lo é fundamental para autores acadêmicos.

Fator de Impacto x Impacto da pesquisa

O fator de impacto é um índice que determina a relevância dos periódicos com base no número de citações recebidas nos dois anos que sucedem o ano base. Logo, o fator de impacto de um periódico em 2016 refere-se a uma avaliação dos anos de 2014 e 2015. Quanto mais citada for uma revista, maior será o seu fator de impacto.

Embora este seja o principal critério para avaliação em âmbito mundial, ele é constantemente criticado. As principais reprovações se referem à valorização dos aspectos quantitativos, podendo gerar distorções na percepção da qualidade dos trabalhos. Um exemplo disso é a publicação de artigos com temáticas populares, o que aumenta o número de citações sem garantir necessariamente que as pesquisas são relevantes. Essa estratégia pode ser utilizada por revistas para aumentar o fator de impacto, mas autores de trabalhos irrelevantes também podem se beneficiar dessa medida.

Apesar da alegação de que o fator de impacto não reflete a qualidade real da pesquisa, o índice continua sendo o mais aceito no mundo todo.

Sistema Qualis

No Brasil, a classificação dos periódicos nacionais e internacionais exige uma avaliação específica por meio do Qualis, índice criado pela Capes. O Qualis avalia as revistas a partir de critérios específicos para cada área de conhecimento, considerando aspectos como: instituição a qual o periódico é vinculado, periodicidade, acessibilidade, número de artigos publicados, impacto na área, indexação em bancos de dados nacionais e internacionais, entre outros. Os periódicos são classificados com conceitos que vão de C a A1. Atualmente, o sistema está integrado à Plataforma Sucupira, que mantém atualizados os dados e conceitos referentes aos cursos de pós-graduação no Brasil. Embora seja um sistema de classificação nacional, o Qualis está alinhado com a classificação do fator de impacto.

Aumentando o Impacto da sua Pesquisa

Publicar em periódicos bem avaliados nunca é uma tarefa fácil. A concorrência é grande e o histórico acadêmico faz toda diferença. É importante que pesquisadores iniciantes se relacionem com cientistas mais experientes em busca de colaborações, também é importante estudar os artigos que costumam ser publicados em revistas bem conceituadas para identificar características que possam aprimorar os próprios trabalhos.

Lembre-se de nunca submeter o mesmo artigo para mais de um periódico ao mesmo tempo, pois isso fere o código de conduta ética estabelecido. Além disso, a cada submissão, você deve adequar o artigo às normas da nova publicação: número de páginas, formatação de imagens e citações etc.

Periódicos com fator de impacto ou Qualis intermediário podem atrair muito mais leitores e por isso devem ser considerados em sua estratégia de publicação. É importante salientar que o impacto da pesquisa está relacionado com a relevância do tema, com o delineamento da metodologia, com a apresentação de resultados coerentes e com uma análise bem executada, além de comunicação clara e precisa de tudo o que foi realizado. Esses aspectos farão com que o trabalho seja lido por mais pessoas e com que seja considerado por outros pesquisadores. Na hora de divulgar o trabalho, pode ser interessante ir além das tradicionais apresentações em congressos, pois o uso de redes sociais (acadêmicas ou não) e a contribuição para meios de comunicação oficiais (sites, jornais, TV) e alternativos (blogs, canais de divulgação científica, podcasts) podem aumentar a exposição das suas pesquisas.

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