A pessoalidade da escrita e suas referidas traduções

i_we_PersonalA tradução é uma atividade que compreende a interpretação do significado de um texto em uma língua original e transpor para outra, de forma a manter a originalidade e o conjunto expresso na mensagem. Neste processo, o contexto, as regras de gramática das duas línguas, as convenções de escrita, as expressões idiomáticas, a adequação ao público-alvo são itens que exigem cuidado e conhecimento, uma vez que envolvem os elementos-chave da composição de um texto. Existe ainda, a legibilidade e fluência da leitura, ambas são adequações que o tradutor deve estar atento ao fazê-las, um vez que um pequeno deslize pode mudar todo o contexto e causar graves consequências na interpretação do texto.

Superar os problemas relacionados com as equivalências de idiomas de origem e de destino é sempre um desafio. Além de tudo que foi citado, um dos problemas que irão surgir na tradução é o uso pronomes pessoais. Quando refere-se a artigos científicos, “via de regra” aplica-se a impessoalidade, embora recentemente alguns estudiosos defendem a escrita na primeira pessoa, seja no singular ou no plural, a variar de acordo com o número de autores. Diante de tantas possibilidades, a consequência é uma variedade de tempos verbais que desagrega a elegância da apresentação textual, capaz de confundir até os mais experientes no assunto.

Para evitar transtornos, o tradutor pode adotar o seguinte procedimento ao realizar a tradução: ler o documento original, de maneira que compreenda minuciosamente cada palavra e contextos; determinar o público-alvo, essa parte é elementar, uma vez que muitas expressões textuais são definidas pelo perfil do leitor; escolher e adequar apenas um tempo verbal e por fim é indicado a revisão do texto traduzido, de preferência por alguém com o perfil do público alvo.

O uso da primeira pessoa

Como já foi anteriormente citado, o mais indicado é aplicar a impessoalidade no corpo geral do texto, isso evita uma série de erros associados ao uso da primeira pessoa, como falsa modéstia, o obscurecimento do leitor à medida que só o autor aparece, entre outros. Todavia, mesmo com tantos infortúnios, é permitido por alguns editores o uso da primeira pessoa desde que o documento seja lúcido, claro e permita uma leitura fluida.

O que define ao tradutor qual tempo verbal vai ser utilizado é o texto de partida e o perfil do leitor. Ainda é devido considerar intervenções culturais que podem ser recorrentes. Existem também casos particulares no texto, no qual o tempo verbal não pode ser alterado, as referências, citações e revisões bibliográficas são um exemplo onde o verbo deve concordar com o referido. Por conseguinte, a sensibilidade e eficiência do profissional tradutor é crucial para uma tradução fiel e de qualidade.

Referências

https://jonasscherer.wordpress.com/2013/10/25/trabalho-academico-tem-de-ser-escrito-de-forma-impessoal/

http://www.ufjf.br/revistaveredas/files/2009/11/ARTIGO-Maira-Avelar-e-Janaina-Rabelo.pdf

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